Guayquil em guerra civil há um mês da final?

Durante a última semana, o presidente do Equador, Guilhermo Lasso decretou Estado de Exceção no país mobilizando as forças armadas equatorianas. O governo autorizou que as forças fizessem uma varredura em casas como parte do estado de emergência depois que um ataque com explosivos matou cinco pessoas, a explosão que ocorreu no bairro operário de Cristo del Consuelo e foi classificada como um ato terrorista pelas autoridades, que culparam gangues criminosas. O governo vem dizendo que o aumento da violência é devido brigas entre facções que tentam controlar rotas de tráfico de drogas para os Estados Unidos e Europa.


A Conmebol, entidade responsável pelo futebol na América do Sul, mesmo sabendo de toda situação que o país escolhido para sediar a final da Copa Libertadores enfrentava desde meados de abril, sequer cogitou realizar uma mudança de local. Mesmo sabendo que o narcotráfico ameaça não apenas os moradores do próprio país já atingido pela guerra e não satisfeita com isso, a Conmebol decide levar a final da maior competição do continente para um local que hoje não tem condições de abrigar nem os próprios equatorianos, quanto mais vários brasileiros que querem se deslocar para poder assistir seu time do coração em uma final. 


Na última quinta-feira (29), levantou-se uma hipótese de mudança nessa sede da final, sendo levada do Equador para o Uruguai ou para a Argentina, porém, em reunião realizada nessa quarta-feira (30) - em que a Conmebol nem cogitava falar sobre a final da Libertadores - o Conselho da entidade retificou que a final será sim, realizada em Guayaquil pois o governo equatoriano assinou os compromissos de segurança e prometeu que os cumpriria. 

Durante a semana surgiu a discussão de que seria inviável realizar a mudança do país sede faltando apenas um mês para a partida, ainda mais que as vendas de ingressos já se iniciaram. Mas a discussão que eu quero levantar é, será mesmo tão viável assim manter essa final em Guayaquil mesmo com tudo que estamos vendo acontecer? Seria mais prejudicial perder alguns dólares com a mudança e assegurar a vida das pessoas que vão se deslocar de suas casas, seus países ou simplesmente ignorar todo o contexto socioeconômico da situação? 

O Estado de Exceção decretado pelo governo vigora até 15 dias antes da grande final, o que irá acontecer até lá? Só Deus sabe, o que eu sei é que Flamengo e Athletico estarão em Guayaquil juntamente com seus torcedores, e confusão fora das quatro linhas a parte, a expectativa é de um grande jogo.



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