O tricampeão do mundo rumo à Córdoba.

O São Paulo Futebol Clube, um dos maiores clubes de futebol do Brasil e do mundo, vem enfrentando um período difícil de sua história. Desde 2012, quando venceu a Sulamericana contra o Tigres em jogo controverso, onde o time adversário não voltou para o campo após o intervalo alegando ameaças vindas da polícia militar. No jogo de ida, realizado no estádio de La Bombonera, na Argentina, o placar não se movimentou e o São Paulo conseguiu sair vivo de lá para resolver em casa. Na partida de volta, realizada no estádio do Morumbi, o São Paulo, vencia o primeiro tempo por 2x0, levou essa vantagem para o intervalo e na volta soube que o rival não iria jogar o segundo tempo. Com isso, o Tricolor Paulista se sagrou campeão pela primeira e única vez dessa competição.

O clube que foi bicampeão seguido da libertadores na década de 90 com Telê Santana como técnico em 1992 após vencer o Newell's Old Boys (ARG) nos pênaltis por 3x2 e em 1993 após vencer a Universidad Católica (CHI) por 5x3 no agregado, se sagrou também campeão continental em 2005 com Paulo Autuori de técnico e o lendário goleiro Rogério Ceni no elenco.

Após cada uma dessas conquistas continentais, o São Paulo foi também campeão intercontinental, tanto em 1992 quanto em 1993, e também em 2005.



Rogério Ceni, campeão de tudo pelo São Paulo, que também estava em campo na conquista de 2012, dessa vez tem uma nova chance de escrever mais ainda seu nome na história no seu clube do peito, agora como técnico. 

Após uma temporada tenebrosa para o tricolor, que teve medo de ver o primeiro rebaixamento de seu time em 2021 e ainda sob o comando de um de seus maiores ídolos, o São Paulo se recuperou no campeonato Brasileiro e conquistou uma vaga para a Sulamericana de 2022. 

Conseguiu a classificação para as oitavas de final ao passar em primeiro de sua chave, que também contava com Everton (CHI), Ayacucho (PER) e Jorge Wilstermann (BOL) e passando também com a segunda melhor pontuação geral, atrás apenas do Ceará.

Na fase de oitavas de final se classificou após vencer a Universidad Católica (CHI) por um placar agregado de 8x3 somando os dois jogos, depois de uma partida muito conturbada onde o juiz expulsou três atletas do São Paulo durante o jogo.

Já nas quartas de final o Tricolor paulista encontrou um pouco mais de dificuldade, após vencer em casa o jogo da ida por 1x0, no estádio do Castelão perdeu o jogo por 2x1 e foi buscar a classificação nos pênaltis, e com o goleiro Felipe Alves, que por sinal conhece muito bem o Ceará, agarrando pênaltis, o São Paulo agarrou a vaga ao vencer nas penalidades por 4x3. 

Nas semi-finais o caldo engrossou mais ainda e alguns tricolores viram a final ficar cada vez mais distante, ao perder o jogo de ida por 3x1 para o Atlético Goianiense na Serrinha e precisar reverter o placar no jogo de volta no Morumbi, a torcida compareceu em peso e lotou o estádio como costuma fazer. Restava saber se os jogadores e o Rogério Ceni iriam fazer a parte deles. E fizeram, em um jogo mágico onde a simbiose entre torcida e jogadores ficou nítida, o São Paulo fez 2x0 e levou o confronto para os pênaltis mas poderia ter resolvido em tempo regulamentar. No fim das contas, por 4x2 nas penalidades, venceu a camisa, a tradição, o peso da torcida e a vontade de um ídolo de fazer mais história.

Que no dia 1 de outubro, em Córdoba, prevaleça a técnica e a raça acima de tudo. Estratégia muda ao longo do tempo, com o passar dos minutos, mas a garra, a vontade de ver a torcida sorrir depois de tantos anos sofrendo, tantos anos apoiando incondicionalmente sem receber nada em troca, isso fica. 


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